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Este texto discute as possibilidades de uma polícia diferente em uma sociedade democrática.
A concretização dessas possibilidades passa por alguns eixos: mudanças nas políticas de qualificação profissional; programa de modernização; e processos de mudanças estruturais e culturais que discutam questões centrais para a polícia.
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Já dizia o dito popular que "Educação vem de berço" e assim sendo, se falta uma educação mais ética e moral, certamente essa carência advém da família, que não anda cumprindo muito o seu papel tanto cívico como religioso. Quanto a questão da polícia, é meio difícil apagar uma imagem de polícia (que em boa parte é violenta e também corrupta), tirando do fogo cruzado com os traficantes para se tornar uma policia mais cidadã. Boas idéias são sempre bem vindas mas, o que as pessoas querem mesmo é acreditar nas atitudes. Hoje nós temos uma polícia mais violenta e em boa parte corrupta, por razões que não vem ao caso agora mencionar. Mudar esse conceito leva-se tempo pois, aquele que se torna repressor, por circunstâncias "duras" da profissão, dificilmente assumirá uma postura diferenciada e distante da sua realidade.
Há de se levar em conta primeiro, que atribuições cidadães estão sendo almejadas, tendo a transição por objetivo ?
Segundo: Esta corporação atual está qualificada para se engajar nessa nova proposta ? Como ficaria o paradoxo polícia repressiva x polícia cidadã ? Dá pra conciliar ?
Terceiro: Qual o conceito de polícia ideal, para o cidadão ?
É um pensamento regionalizado ou geral ?
Acho que devemos dar à população aquilo que realmente ela espera da segurança pública, segundo a necessidade de cada área da cidade, que no mínimo exige mais presença constante.
Polícia mais cidadã é uma questão de comportamento isolado e individual de cada policial, não havendo a necessidade de políticas ou de treinamento para isso.
Em contra partida sim, deve haver uma maior conscientização por parte das famílias em manter os seus membros sempre unidos, não permitindo que seus filhos venham se perder,
seja para o tráfico, seja financiando o tráfico, através da dependência química. É nisso que o governo deve concentrar os seus esforços, para que o "registro geral" do vazamento de jovens ao tráfico, seja definitivamente fechado.
Volto a insistir que, o que sustenta o tráfico é a sua mão de obra, infelizmente numerosa e renovável, esta sim, responsável pela captação dos recursos que os sustenta.
Fecha o "registro" do desperdício lá do congresso nacional, que acabaram de votar por mais um aumento para o funcionalismo público e destina a vultuosa quantia para uma remuneração mais digna da nossa polícia. Essa política seria + bem vinda.
Amadeu Epifanio · Rio de Janeiro (RJ) · 27/11/2008 19:47
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