História

Em meados dos anos 2000, um grupo de especialistas em segurança pública reuniu-se pela primeira vez para debater a possibilidade de criação de um canal permanente de discussão em nível nacional.

 

A motivação era a certeza de que se fazia urgente a construção de um espaço de referência e cooperação técnica na área da atividade policial e da gestão da segurança pública no Brasil.

Compunham a mesa de discussões membros da sociedade civil, universidades e forças policiais. Muitos já haviam trabalhado em conjunto antes. Quase sempre, no entanto, essas parcerias eram realizadas em períodos de crise e não tinham continuidade para além dos períodos de tensão, impossibilitando uma reflexão contínua e profunda sobre como melhorar a situação da polícia e sua relação com os cidadãos. Era preciso que o diálogo entre esses atores de áreas aparentemente diversas, mas de grande interdependência, se expandisse na forma de uma rede nacional.

Com o apoio da Fundação Ford, da Open Society Foundation e da Fundação Tinker, entre outras instituições, constituiu-se em março de 2006 o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


A aposta na transparência na elaboração da política pública

Desde os primeiros anos de atividade, ficou claro que a formulação de políticas precisava trabalhar sobre informações e dados cuja produção e acesso eram bastante precários. Rapidamente, a busca por fomentar a transparência através da cobrança e apoio à gestão pública tornou-se uma das linhas mestras de atuação do FBSP.


O desafio permanente da pluralidade democrática.

Para se manter como um canal ativo de discussões, o FBSP foi concebido como um espaço neutro no que toca à política partidária, sem se pretender um espaço desprovido de política no sentido amplo. Divergências de toda ordem são vividas de forma intensa e um esforço constante é feito para canalizar as tensões que emergem permanentemente para o aprofundamento de reflexões e o enriquecimento da prática democrática.

Em 2016, o FBSP completou 10 anos de atividade com um portfólio de 154 ações entre projetos de pesquisa, diagnósticos, avaliações, advocacy, cursos e apoio a planejamento e implementação de políticas públicas. Uma história que está apenas começando.