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As polícias foram criadas para controlar os níveis de criminalidade e mantê-los em um patamar de suportabilidade. Para que esse trabalho seja realizado, alcançando o resultado desejado, é preciso investir nas pessoas responsáveis por esse trabalho, ou seja, nos policiais.
Visando a um trabalho profissional qualificado a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso tem proporcionado cursos de capacitação aos seus policiais e, além disso, inovou em seu último concurso público ao exigir Nível Superior para os cargos de Investigador e Escrivão de Polícia – Agentes da Autoridade Policial – buscando, assim, pessoas com habilidades diversas para poder aproveitá-las.
Observando as circunstâncias nas quais se envolve o policial devido ao seu trabalho, é esperado que este seja um profissional capaz de enfrentá-las, pronto para agir e que domine os conhecimentos necessários para fazer o que é certo, sempre. Agindo assim, pode-se proporcionar de maneira mais concreta segurança e liberdade à sociedade.
Diante disso, nota-se que o policial tem em suas atribuições deveres muito mais complexos do que os dos demais servidores públicos. Não são deveres puramente técnicos, já que o objetivo do trabalho é a busca pela verdade e esta exige perspicácia, sobriedade, persistência, eficiência e compromisso em investigar para encontrá-la. Por isso, o policial vai muito além da objetividade para fazer o seu trabalho, o que o torna um profissional diferente dos outros.
No entanto, para que isso beneficie a sociedade efetivamente, urge que se façam os investimentos necessários que atinjam a vida profissional desse servidor público diferenciado e que se ofereça os subsídios adequados e indispensáveis para o desempenho da função – reconhecimento dos trabalhos realizados, ambiente de trabalho salubre, armamento e equipamento de proteção individual – melhorando, também, o seu salário significativamente. Isso sim alcança diretamente o policial e propicia a realização de um trabalho mais satisfatório para todos.
Caroline Campos Dobes é Policial Civil e Professora Licenciada em Letras;
Luiz Carlos da Silva Filho é Policial Civil e Professor Universitário, Especialista em Tópicos de Filosofia, Especialista em Didática do Ensino Superior e Graduado em Direito.
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Enquanto os Governos Estaduais tratarem segurança pública de forma "quantitativa" e não "qualitativa", esse quadro não sofrerá mudanças. Investe-se mal, pois não é aumentando efetivo das polícias estaduais que se vai obter serviços de excelência, e sim dando melhores condições de trabalho e melhores salários para o efetivo existente. Observamos que atualmente os Estados "incham" suas folhas de pagamento por um serviço ineficiente e ineficaz. Se trabalhassem em parceria com os Municípios, teriam melhores resultados e onerariam menos seus cofres. É simples, os Municípios já dispõe de seu aparelho policial, basta utilizá-lo de maneira integrada com os Estados. O crime nasce nos Municípios e não nos Estados, ninguém reside no Estado e sim nos Municípios, portanto, tecnicamente falando, os Estados Membros desperdiçam a verba pública e a " insegurança pública" só tende a crescer.
José da Paz de Souza · São Caetano do Sul (SP) · 1/9/2008 19:14
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