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Analisar a eficiência da Segurança Pública no Brasil é de difícil execução, principalmente por não ter índices que expressem realisticamente a situação.
Há vinte e três anos pós-repressão o país ainda não conseguiu se estabelecer nas comunicações que por motivos políticos e econômicos degradam as notícias moldando-as de acordo com os próprios interesses, aproveitando-se do fato de que boa parte da população fundamenta seus pensamentos, idéias, anseios, medos e expectativas baseada simplesmente nas informações prontas que recebem.
Pode-se citar, por exemplo, quando determinada pessoa diz que o bairro onde mora é extremamente perigoso, se for-lhe interrogado quantas vezes ela foi vítima de algum ato criminoso, na maioria das vezes a sua resposta será que nunca sofreu nenhum tipo de atentado. Isso se dá porque a sua opinião deriva das informações brutais oferecidas pelos sistemas de comunicação que lhe passam sensação de insegurança, fato este que reflete negativamente nos índices de eficiência.
Evidentemente, a influência das comunicações não é a única causa da distorção dos índices de eficiência da Segurança Pública, na verdade, redundantemente, o Brasil sequer tem índices eficientes para medir eficiência.
As poucas pesquisas realizadas relatam quantos crimes aconteceram em determinado período e não quantos foram evitados em período equivalente. Relatam quantos foram presos, mostrando com desdém seus rostos ao público e não quantos passaram pelo processo judicial e foram devidamente julgados, ofendendo inclusive o principio da presunção de inocência.
Expressam quantos agentes policiais o governo contratou, mas não explicitam a quantidade necessária para o número de habitantes. Colocam com orgulho o fato de esmagadora maioria dos novos soldados terem curso superior e, portanto dotados de conhecimento específico, aptos a grandes transformações, mas esquecem de observar que a mesma grande maioria ver tal profissão apenas como uma ponte, uma oportunidade de emprego que garante estabilidade, por tratar-se de uma função pública que oferece uma remuneração que pouquíssimas profissões oferecem em uma mesma jornada de trabalho.Logo, se esquece de observar que tais profissionais são dinheiro gasto pelo Estado em vão, por este capacitar pessoas que não almejam trabalhar e que na primeira oportunidade desligar-se-á.
Assim, não é difícil perceber que ignorantemente ou quem sabe inocentemente analisa-se as coisas erradas, dos ângulos errados; talvez por influência cultura ou quem sabe da nossa “recente” nova independência ou porque as funções do estado ainda engatilham, mas o fato é que apenas não temos políticas públicas de segurança abrangentes como também não temos meios, recursos, disponibilidade e interesse de avaliar as fragilidades e méritos dessa nossa pátria Amada BRASIL.
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